Dossiê Red Bull: O império de €11 bi que não fabrica o próprio produto

Iniciamos hoje nossa série limitada de quatro edições. Um oferecimento especial do CM Club.

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Dossiê Red Bull: O império de €11 bi que não fabrica o próprio produto

Dezembro chegou.

Para a maioria, é o mês de desacelerar. Para quem tem visão de longo prazo, é o mês de planejar o próximo ciclo.

Nas próximas 4 semanas, faremos algo inédito aqui na newsletter. Vamos abrir a “caixa preta” do CM Club (nossa comunidade fechada de inteligência de mercado) e trazer conteúdos que, normalmente, são restritos a membros pagantes.

Para começar essa série, liberamos o acesso ao vídeo da Aula #16.

É um presente nosso para você. Pode dar o play abaixo ou leia o resumo na sequência.



O Dossiê Red Bull: Como vender água com açúcar a preço de ouro

Se você analisar friamente, a Red Bull é uma anomalia estatística.

Ela foi fundada por Dietrich Mateschitz, um austríaco que levou 10 anos para se formar na faculdade e que, aos 40 anos, decidiu apostar todas as suas economias em um produto que as pesquisas de mercado diziam ser um fracasso garantido. Os testadores odiavam o gosto, achavam a cor estranha e a lata pequena demais.

Ainda assim, em 2023, a marca vendeu mais de 12 bilhões de latas.

A grande sacada de Mateschitz não foi o produto (que ele descobriu na Tailândia, um xarope chamado Krating Daeng usado por operários). A genialidade estava na construção de um modelo de negócios que inverteu a lógica do varejo.

1. O Preço como Ferramenta de Branding. Enquanto Coca-Cola e Pepsi brigavam por volume, vendendo garrafas de 2 ou 3 litros a preços baixos, a Red Bull foi na contramão. Eles criaram a lata sleek (fina e alongada) de 250ml e precificaram o produto lá em cima.

Ao ser a bebida mais cara da geladeira, e também a menor, o consumidor não a comparava com um refrigerante. A percepção de valor mudou: “Se custa tão caro e vem tão pouco, deve ser um elixir funcional, não um refresco”. O preço alto não foi uma barreira; foi parte do posicionamento de eficácia.

2. A Polêmica dos Testículos de Touro. Nos anos 80, antes da internet, o boca a boca era a única rede social. Quando a Red Bull chegou à Europa, surgiu uma lenda urbana bizarra: diziam que a taurina (ingrediente chave) era extraída dos testículos de touros.

Qualquer departamento de RP tradicional teria emitido notas oficiais negando. A Red Bull fez o oposto: o silêncio estratégico.

Eles deixaram o boato correr. Entenderam que, para o público jovem e baladeiro que queriam atingir, aquela aura de “bebida proibida” ou “ingrediente secreto animal” era muito mais atraente do que uma explicação científica chata. O boato gerou experimentação. A experimentação gerou hábito.

3. Growth Hacking Analógico Sem verba para competir com os gigantes na TV, a Red Bull focou na “prova social fabricada”. Em Londres, a equipe de Mateschitz recolhia latas vazias e as depositava propositalmente em lixeiras na frente de clubes badalados e em mesas de bares.

Quando as pessoas chegavam na balada, viam o “lixo” abarrotado daquelas latinhas prateadas e assumiam que o local estava consumindo aquilo freneticamente. Era o efeito manada induzido manualmente.

4. A Red Bull não fabrica o produto Talvez o ponto mais fascinante para quem gosta de negócios: a Red Bull, tecnicamente, é uma empresa de marketing. A produção da bebida e o envase são terceirizados (muitas vezes pela Rauch). A logística também.

O core business da Red Bull é criar propriedade intelectual e eventos. Eles não patrocinam a Fórmula 1; eles têm duas equipes. Eles não patrocinam o skatista Sandro Dias descendo a rampa em Porto Alegre; eles criam o evento para ele descer.

Eles transformaram uma empresa de bebidas em uma potência de mídia global, que por acaso monetiza sua audiência vendendo latas de alumínio energizadas.


Esse nível de profundidade estratégica — analisando preço, psicologia do consumidor e modelos operacionais — é o que acontece toda semana dentro do CM Club, a comunidade do Curioso Mercado. É o próximo passo para quem deseja aprofundar mais ainda temas sobre negócios.

Como esta é a nossa primeira edição especial de dezembro, preparamos uma condição exclusiva para quem está decidido a elevar o nível de conhecimento e cultura no próximo ano.

A mensalidade do CM Club é R$ 150,00 (Plano Mensal). Mas, liberamos o cupom NEWS40.

Ele garante 40% de desconto (de R$ 150 por R$ 90,00/mês). Uma oferta limitada aos nossos assinantes que querem dar um passo a mais e ter acesso a conteúdos com maior profundidade.

⚠️ Importante: limitamos esse cupom aos 100 primeiros novos assinantes deste mês de dezembro.

Se você quer fazer parte do grupo que discute o mercado com inteligência, clique abaixo:

Cupom de desconto: NEWS40

Aproveite o estudo de caso. Nos vemos na próxima segunda-feira.

Um abraço, Equipe Curioso Mercado